quinta-feira, 9 de junho de 2016

Tempestade (parte III)

A simples ideia de pisar mais uma vez a terra prometida, traz um novo alento ao corpo embarcadiço.
É como que se todos os sentidos se fossem gradualmente aprimorando, para legitimarem a almejada e triunfante chegada.
O sol, por exemplo, deixa de queimar os insípidos corpos encarquilhados, passando antes a brindá-los, gentilmente, com o seu fulgor repleto de luminosidade.
O próprio espectro eletromagnético alastra-se indefinidamente, desafiando todas as leis da física, da química, da matemática e a luz visível apodera-se de tudo o que existe. Quais, comprimentos de onda, frequências, velocidades de propagação…
Nada disso importa.
Relevante mesmo, só é o modo como ela incide no passado e se reflete no presente, acentuando os mais belos contornos do futuro.
Tudo parece voltar a ganhar nitidez.

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