Nós, corpos vagueantes num universo
infinito, somos como que cometas.
Albergamos um núcleo duro, que constitui o
nosso íntimo, uma ténue e flexível coma, onde pairam as nossas
ideias, e uma cauda longa e semi desvanecida proveniente de
diversificadas pressões e radiações do meio.
Duros mas flexíveis, orbitamos
invariavelmente todo o domínio Kepleriano da nossa mísera condição.
Somos vítimas inocentes de todo um
vastíssimo campo social, cujas repercussões são inevitáveis.
Forças de maior ou de menor intensidade são
pois exercidas sobre nós, tendo por sua vez a capacidade de nos
moldar, manter, difundir ou até mesmo modificar o nosso modo de
pensar ou de agir.
Influência.
Todo esse poder alheio exercido
influencia-nos e tem a habilidade de vencer a inércia acumulada,
modificando assim a nossa própria velocidade.
Não havendo como resistir, resta-nos apenas
aceitar.
SOMOS meros pêndulos de Newton.
terça-feira, 28 de novembro de 2017
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Sorte?
Há que se estar
constantemente atento e vigilante ao acaso, para que o bichinho da
sorte abandone a sua toca e se faça sentir.
Esta tendência
para acontecimentos e circunstancias maioritariamente positivas e
favoráveis é infelizmente fortuita, esporádica. Tão efémera e
precária quanto a própria existência.
Vive no subsolo,
nos confins da obscuridade,enterrada em massivas tocas de bonança, e
apenas vem à superfície em circunstancias muito particulares.
Excomunhão.Execração.
Maldição.
Reprovação.
É na maioria dos casos, como que uma espécie de anátema, referente à condenação de uma doutrina contrária aquela que todos almejamos.
Zomba de nós deliberadamente, chegando, por vezes até, a manifestar atitudes malévolas, irónicas e cruelmente debochadas.
É uma esquiva toupeira e um pássaro esvoaçante.
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