Todos os tripulantes do navio tremeram e titubearam no convés.
Já não navegavam em cabotagem, sem perder a costa de vista, mas sim em águas profundas e desconhecidas em pleno alto mar.
Embora todo este carácter tétrico, sobressaltasse e aterrorizasse até a mais valente das almas, todos sem excepção, cumpriram com afinco as tarefas a cada um destinadas.
A noção de dever impulsionou estes marujos a efetivar o imprescindível.
Tal como um relógio de precisão, surgiu de um lado a mola principal que impulsiona a força para girar o ponteiro e do outro lado, o escape, que proporciona o balanço necessário para equilibrar essa mesma força.
-A caminho – comunicou com entusiasmo o timoneiro, logo que se conseguiu firmar no rumo ordenado, com o leme praticamente a meio.
E assim, de um momento para o outro, como que de magia se tratasse, a decrépita e deteriorada embarcação ganhou vida.
O ar vindo de cima do mastro afundou-se, e com ele toda uma nova estabilidade iminente suprimiu os movimentos ascendentes, necessários à formação de nuvens e precipitação.
O tempo suavizou-se, tornou-se limpo e os primeiros raios de sol despontaram.
Avista-se ao longe uma praia paradisíaca, quem sabe real, quem sabe imaginária.
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