Verdes,
castanhas, vermelhas.
A
intrigante serenidade das ondas e a das algas que a seu bel-prazer se
deslocam.
Castanhas,
vermelhas, verdes.
Inertes,
virtuosas, submissas, parecem aceitar sem qualquer tipo de objecção
o divagante destino que lhes é imposto.
Vermelhas,
verdes, castanhas.
Para
a frente e para trás.
Verdes,
vermelhas, castanhas.
Para
trás e para a frente.
Vermelhas,
castanhas, verdes.
Um
pouco mais à esquerda, à retaguarda, à direita.
Castanhas,
verdes, vermelhas.
Impassível
deslocação coordenada.
Verdes,
castanhas, vermelhas.
Reluzente
gota de água, geradora de perfeitos círculos visíveis
à superfície, que deleita o olhar dos mais atentos e aponta para
uma das grandes maravilhas da simetria.
Castanhas,
vermelhas, verdes.
Céleres
e fugazes formas de vida, tocadas apenas pela erosão, que
por sua vez amplia ou reduz este mágico festim sensorial.
Vermelhas,
verdes, castanhas.
A
calmaria, a placidez, a mansidão, onde o céu nublado de um celeste
azul em degradê com aleatórios pedaços de algodão bordados, tapa o
insolente sol espreitante.
Verdes,
vermelhas, castanhas.
Desvairados
protistas, minimalistas, dotados de arrojo e de vontade própria.
Vermelhas,
castanhas, verdes.
Clorófitas,
xantófilas, “originalofitas”.
Castanhas,
verdes, vermelhas.
Autoproclamadas
anarcas diligentes.