Vazio imenso preenchido por uma solidão libertadora.
Brumas de desespero criadas pela rebentação violenta do
desprazer.
Entropia ondularmente sonora, absorvedora de voos rasteiros
e de sede infinita.
Turbilhão sereno.
Entranhas à superfície.
Sol iluminador da desagregante realidade ilusória.
Número 6.
Corpo entorpecido.
Caracóis rebeldes, dançantes, vagueando ao sabor do vento e
da maresia.
Sentimentos odaliscos, prisioneiros num harém de
convencionalismos.
Águas turvas.
Submundo delicado e
imperceptível.
Tremores irracionais, algures no âmago das mais profundas
incertezas.
E a infame e desditosa espera….