Não passamos de insignificantes partículas de gás, em permanente e aleatório movimento, encerradas numa caixa em que cuja pressão exercida sobre o exterior, provocada pelas constantes colisões da vida, pouco ou nada mossa.
Deixamo-nos reger pela triste inibição consciente e espontânea do desejo.
Vivemos em consumado acto de subordinação.
Castigo? Punição? Controle ou penalização?
A realidade é que o excesso acrescido de coação exercida pelo mundo exterior, esmaga o êmbolo dos desígnios divinos e destrói tudo, inclusivamente o já apenas vestigial equilíbrio remanescente.
O processo de escoamento avista-se ao longe. Bem ao longe. Raramente emergem gradientes de temperatura e os volumes, esses, pouco ou nada variam.
Maldito destino sentenciador.
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