Toda uma interpretação de objectivos, todo um planeamento estratégico e operacional, toda uma organização e toda uma direcção a seguir rumo ao que quer que seja, depende destes dois conceitos chave.
Tudo o que nos rodeia advém desta estranha simbiose não protocooperada.
Apenas provamos o doce travo da verdadeira satisfação e contentamento, quando caminhamos vitoriosa e afortunadamente nas sinistras e enigmáticas ruas do livre-arbítrio. Contudo, este parece insistir obstinadamente em esconder-se de nós, nas umbríferas sombras dos becos mais recatados, concedendo-nos quase que unicamente a possibilidade de contemplar a sua esguia e impostora silhueta.
Esta ludibriadora cabra cega só se dá, devido à própria conotação subjetivista e paradoxal dessas chamadas livres decisões.
Teremos de facto acesso a escolher objectos, caminhos, filosofias e condutas ou não passarão afinal essas supostas alternativas, de complexas e apetrechadas máscaras dissimuladoras da realidade? E qual será o papel da causalidade no meio de tudo isto? Por que será que embora façam furor muitas das teorias deterministas, são sem dúvida as estocásticas que mais aprazem as vivências humanas?
Bom, se alguma destas noções realmente existir, poderá afirmar-se que felicidade é liberdade.
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