É francamente deplorável a animosidade geral nos dias que correm.
Tenho cada vez mais a impressão de que as pessoas são arrogantes e desagradáveis fortuitamente.
Pior ainda, é aperceber-me disso em situações absolutamente triviais e corriqueiras que fazem parte do quotidiano.
Recentemente enviei três e-mails em circunstancias distintas, com o intuito de obter esclarecimento em três campos absolutamente diferentes, tendo sido confrontada com respostas no mínimo desconcertantes.
Em cada um dos casos, o retorno que obtive foi de extremo mau gosto, pecando naturalmente pela falta de cordialidade..
Expressões como “Não entendemos a sua questão (...)”, “Não entendemos que tipo de informação pretendia que lhe fosse enviada (...)” e “Se tivesse lido o que se encontra disponível no nosso site saberia que (...)” tornaram-se cada vez mais frequentes no mar impessoal da virtualidade.
Creio que não tendo que dar a cara, as pessoas ignoram deliberadamente as normas de educação e das boas maneiras, assumindo antes uma postura ignóbil e mesquinha.
Esta invisível cortina de impessoalidade que desencadeia o “efeito de desinibição” por parte de muitos dos que mantêm comunicações online, está a tornar-se um problema real e lastimoso.
Compreendo perfeitamente que cada qual comunica de forma diferente e que a escrita não é um talento inerente a todos, mas acredito que deveria haver limites, por mais que não seja de bom senso.
Longe de mim procurar ostentar uma conduta puritana. Tendo em conta as minhas próprias lacunas e procurando eu mesma naturalmente preenche-las, apelo aqui a uma pequena análise.
Sugiro pois que sejam deixados de parte egos, quezílias e frustrações e que passemos a tratar o próximo com o apreço e dignidade devidamente requeridos, dentro e fora da Internet.
Acabo assim esta reflexão, relembrando uma conhecidíssima expressão popular:
“Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti”.
Gosto-Te!❤️
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