Todo o cenário envolvente, remetia-o para um artigo que lera em tempos, de um tal Ortega y Gasset.
Para sua tremenda infelicidade Y, estava bem familiarizado com este conceito.
Era pois, por esse senhor, defendida a predominância de um novo tipo de homem intitulado “homem- massa”,cuja conduta e estrutura psicológica muito deixava a desejar.
Tratava-se portanto de um império, completamente saturado de pessoas desinteressantes, incapazes de nada oferecerem além de seu primitivismo intelectual.
Tudo se baseia numa nativa e radical impressão de que a vida é fácil, abastada, sem grandes limitações trágicas; portanto, cada indivíduo médio encontra em si uma sensação de domínio e triunfo, que o convida a afirmar-se a si mesmo e considerar bom e completo o seu haver moral e cognitivo.
Este pedante auto-contentamento, leva-o a fechar-se hermeticamente, a não ouvir, a não pôr em tela de juízo as suas opiniões e a não contar verdadeiramente com os demais.
Piorando um pouco mais, verifica-se ainda que embora usufrua das benesses da civilização, não tem qualquer interesse pelos princípios que estão na base da sua formação e sustentação.
Na realidade o verdadeiro degredo, era sim conhecer uns tantos espécimes tediosamente vulgares, que aspiravam a todo o custo deixar a sua própria pegada de mediocridade neste mundo.
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