Existia, naquele mundo, uma enorme
pressão social que os impelia para a convivência.
Os nativos, nasciam, cresciam, viviam e
morriam inter-relacionados uns com os outros, na vasta imensidão
daquele caricato universo.
Na realidade, um dos aspectos mais
importantes do exercício pleno da existência daquele povo,
assentava na laboriosa arte de conviver.
Tratava-se não só de um íngreme e
árduo caminho repleto de sinuosos trilhos, mas também de uma
aprendizagem significativa que interpelava as múltiplas
inteligências, emoções, sentimentos, apegos e aceitações dos
demais.
As normas eram bem claras!
Encontrarem-se sadiamente vinculados, significava respeitarem com
honestidade e responsabilidade, tanto os outros como a si mesmos,
aprenderem a compartilhar conquistas e frustrações, bem como
reconhecerem a igualdade na diversidade.
Y preferia o vácuo parcial. Aquele
gélido vazio apenas habitado por uma baixíssima densidade de
partículas! Frio, muito frio! Ansiava desesperadamente pela
subversão dos valores previamente estipulados e há séculos em
vigência. Idealizava uma revolução. Uma revolução sideral.
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