sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Dolce far niente

Já em tempos, doutas mentes  recorreram a esta locução para exprimir o belíssimo ideal da presunçosa ociosidade despreocupada. 
Desligar da ficha. 
Desconectar-nos do quotidiano e de todas as tarefas, obrigações e preocupações a ele subjacentes.
Simplesmente existir, como diria um caríssimo amigo meu.
Há tanto encanto na arte de nada se fazer...
Absorver os primeiros raios de sol numa fria e soturna manhã de Inverno.
Sentir o cheiro a relva molhada.
Escutar o chilrear dos pássaros.
Saborear a doçura de uma peça de fruta da época.
Regalar-nos com o calor emanado por uma xícara de chá.
Observar levianamente um ente amado.
Conjecturar planos.
Sonhar!
Há que se desfrutar destes pequenos grandes nadas, para que possamos incrementar a nossa capacidade de subsistência num mundo em contínua agitação.
A razão, essa, é muito simples.
A vida é curta de mais para os deixarmos passar despercebidos.



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