É a hemorragia provocada pela laceração ou ruptura de zelo e afeição.
Ocorre após um trauma e quando aguda, devido ao rompimento abrupto de um grande vaso, pode por vezes ser fatal.
Tudo depende no entanto do volume de extravasamento.
Já se sente uma ligeira taquicardia, primeiro sinal de choque hipovolémico, resultante da tentativa de manutenção do débito de indeterminação.
Os macrófagos, após processo de diferenciação, precipitam-se para o foco da invasão, iniciando assim uma luta desenfreada, na qual por mais que queiramos participar nos é negado o acesso.
Tornamo-nos meros expectadores, que ao constatar não poder intervir na tal batalha interior,sofrem uma exasperante sensação de impotência de excruciante dimensão.
Embora tenhamos consciência da possibilidade de forçar a entrada com catapultas e aríetes, o receio que temos de alastrar ainda mais a infecção sobrepõe-se ao ímpeto que nos move.
Abrandamos antes o ritmo.
Observamos.
Recuamos.
Torcemos então pela derrota dos virulentos agentes invasores e rezamos para que a doença não seja auto-imune.
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