sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pauta de despedida


É imperativo alterar-se o registo.

Findem-se os estudos académicos estruturais baseados em modos analíticos de harmonização.

Que cesse por completo o demarcado ritmo oprimente e a claustrofóbica consonância ensaiada.

Abaixo as subordinantes sonatas, levadas a cabo pela ampla e asfixiante esquematização de composição.

Enraíze-se a espontaneidade aleatória, levada a cabo pelo suave e adocicado toque improvisado de natureza efémera, que abre as portas do Éden e desvenda as míticas melodias repletas de serenidade e de placidez.

Transponham-se os limites e prime-se pela sobreposição, partilha, difusão e perpetuação rítmica.

Realce-se, de uma vez por todas, a importância dos fugazes encontros enamorados geradores de acordes, não ignorando contudo as belas e inesperadas dissonâncias daí resultantes.

Anexe-se o lirismo, a subjectividade, a emoção e acima de tudo viva-se a música, já que ao fim e ao cabo, tudo o resto... pouco ou nada importa.

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