terça-feira, 29 de novembro de 2016

Olhos no mar



Vazio imenso preenchido por uma solidão libertadora.

Brumas de desespero criadas pela rebentação violenta do desprazer.

Entropia ondularmente sonora, absorvedora de voos rasteiros e de sede infinita.

Turbilhão sereno.

Entranhas à superfície.

Sol iluminador da desagregante realidade ilusória. 

Número 6.

Corpo entorpecido.

Caracóis rebeldes, dançantes, vagueando ao sabor do vento e da maresia.

Sentimentos odaliscos, prisioneiros num harém de convencionalismos.

Águas turvas.

 Submundo delicado e imperceptível. 

Tremores irracionais, algures no âmago das mais profundas incertezas.

E a infame e desditosa espera….

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