Sentimo-nos frequentemente enclausurados.
Ficamos inúmeras vezes retidos nas
amargas e traiçoeiras encruzilhadas da vida.
Não sabemos bem onde estamos, nem
tão pouco temos a certeza de para onde pretendemos ir.
Somos cativos na gaiola de ideias,
princípios, conceitos, noções, juízos e formulações que nós próprios construímos.
Almejamos sair em liberdade mas o
medo que sentimos pelo desconhecido transpõe-se à nossa débil necessidade de
emancipação.
Receamos a total autonomia,
soberania, auto-suficiência e toda a solitude e isolamento que estas acarretam.
Carecemos de arrojo.
Carecemos de determinação.
Por onde andas audácia?
Tenacidade onde te escondeste?
Comemos alpista com sabor a
infortúnio e bebemos do bebedouro do desprazer, enquanto nos vamos levemente
balançando no frágil e cinzento poleiro da insatisfação.
Teimamos em permanecer encerrados,
muito embora até tenhamos a capacidade de vislumbrar ao longe os doces frutos da Primavera que
se avizinha.
Cantamos diante da liberdade.
Quem sabe se para passar o tempo…
Quem sabe se aguardando o momento
mais oportuno para voar…
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