sábado, 14 de maio de 2016

Relatividade

O mundo é essencialmente condicional.
Há que se negar, a todo o custo, o carácter único e absoluto do que quer que seja, para que o curso sinuoso do rio se mantenha.
As relações de dependência e de subordinação estão sempre presentes, dos mais profundos dos covis das caliginosas entranhas do subsolo, aos meandros dos píncaros mais proeminentes.
O facto da água brotar da nascente, não a impede de percorrer as vertiginosas ladeiras da montanha, nem tão pouco a interdita de regar os murchos e adustos socalcos da vida de cada um.
Tudo é relativo e tudo converge para uma única realidade.

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